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Enquanto Amazonino (PDT 12) acusa na rádio, o candidato ao governo David Almeida (PSB 40) ouve reclamação pela falta de segurança no Parque São Pedro

AMAZONAS - O primeiro compromisso do candidato ao governo do Estado pela Coligação Renova Amazonas, David Almeida (PSB), desta segunda-feira (27), foi cedo e com caminhada no Parque São Pedro, comunidade do bairro Tarumã, Zona Norte.
Na localidade, a principal reclamação dos moradores é a insegurança criada pela criminalidade que tomou conta do bairro, seguida da falta de assistência na saúde e na educação.

De casa em casa e acompanhado de seus aliados, David falou das suas propostas para esses setores do governo, como o "Polícia Presente", que visa a valorizar e aumentar os efetivos das polícias Militar e Civil. Ele afirmou que, diferente do que o atual governo fala, o Estado dispõe sim de recurso para resolver os grandes problemas do Amazonas.

“Nós estamos trazendo propostas de renovação, com mudanças reais para a vida de cada amazonense e não apenas para um determinado grupo. Eu estive por quatro meses como governador do Amazonas, no ano passado, e vi que é possível fazer um governo voltado para as pessoas”, explicou David para a dona de casa Francinete Batista, 51 anos. 

Dentre os  principais problemas relatados pelos moradores da comunidade da capital, estão a falta de policiamento, número insuficiente de escolas para atender crianças e adolescentes e unidades de atendimento de saúde, principalmente, no que diz que respeito a urgência e emergência, bem como a saúde básica. 

A precariedade na infraestrutura, como falta de saneamento básico e iluminação pública, também está  entre as principais reclamações dos moradores, porém a grande maioria fala com muita preocupação sobre a falta de segurança.

O autônomo Renato Correa, 38 anos, relatou que as pessoas não conseguem trabalhar com tranquilidade nas bancas de serviços autônomos como a dele. A presença da polícia de forma efetiva, algo que a comunidade não possui atualmente, iria inibir ações diárias de criminosos, como furtos de celulares. 

O comerciante Silvio Barboza, 39 anos, também reclamou da falta de policiamento nas ruas da comunidade. Segundo ele, as famílias vivem em constante medo. Os comércios fecham mais cedo. “Nos domingos, que é melhor para as vendas, somos obrigados a fechar mais cedo, porque temos medo da ação de criminosos”, reclamou. 

Moradores reclamaram ainda que o local é carente de área de lazer e práticas esportivas, uma vez que o único campo de futebol que existe é área de concentração de traficantes. 

Dona de casa, Francinete Batista, 41 anos, reclama de segurança,  mas afirma que a saúde e a educação estão precárias no Parque São Pedro. Existe uma escola da Polícia Militar no local, mas não atende aos alunos que moram lá. Pede que novo governo possa dar atenção e construa uma Escola Estadual que atenda a crianças e adolescentes dos bairros adjacentes.

O auxiliar administrativo Arcanjo Oliveira, de 42 anos, um dos fundadores da Comunidade, disse que a falta de segurança é muito preocupante e que a 20ª Cicom possui apenas três viaturas para atender a região do Tarumã.

David alertou que é dever do gestor administrar e trabalhar durante todos os quatro anos de mandato, não apenas em período eleitoral, algo corriqueiro no Estado do Amazonas.

“Tem dinheiro em caixa, mas a velha política sempre diz que não tem. O Amazonas pode dispor de melhores serviços em saúde, segurança e educação, e o governador pode e deve trabalhar durante os quatros anos do mandato, não apenas no período de eleições”, disse David.

AMAZONINO RECLAMA NA RÁDIO TIRADENTES

O candidato da coligação "Eu Voto no Amazonas" ao governo do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT) disse, nesta segunda-feira, em entrevista à Rede de Rádio e Televisão Tiradentes, que o governo anterior ao dele dispensou licitação de R$ 5 bilhões em um único contrato. Amazonino negou denúncias da oposição, na Assembleia Legislativa, de que seu governo dispensou licitação de forma irregular e lembrou que todas as dezenas de obras de infraestrutura e asfaltamento no interior do Estado foram licitadas.

Amazonino se referiu ao fato da administração do então governador interino do Amazonas, David Almeida (PSB) ter aproveitado para publicar, no Diário Oficial do Estado (DOE) do seu último dia de governo, um contra milionário, sem licitação, com a empresa mineira de tecnologia da informação Ezo Soluções Ltda., para recuperação de valores do Fundo de Compensação de Valores Salariais (FCVS) da Superintendência de Habitação ao Amazonas (Suhab), mediante uma "taxa" de 20%. A empresa, que não tem em seu contrato social atividades financeiras, disse que recuperou R$ 27,3 bilhões que nunca chegaram aos cofres do Estado e queria receber R$ 5 bilhões. O contrato está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado (MP-AM) e já é considerado o maior escândalo, em valores, da história do Amazonas.

O escândalo ficou ainda maior porque o contrato passou pelo gabinete de David Almeida e um advogado ligado a ele, José Júlio César Corrêa, foi autorizado a sacar R$ 200 milhões como “taxa de sucesso” pelo negócio. A jogada teve a seguinte sequência. No dia 12 de junho de 2017, David Almeida nomeou José Júlio César Corrêa como diretor habitacional da Suhab. Dez dias depois, coincidentemente, o governador recebeu em seu gabinete uma proposta da Ezo para recuperar valores do FCVS, que é gerido pela Caixa Econômica Federal. A desculpa era de uma contrato para assessorar o Estado a reaver verbas do fundo, destinadas à habitação.

A pedido da nova gestão da Suhab, o juiz Ronnie Frank Torres Stone, da 1ª. Vara da Fazenda Pública Estadual e de Crimes contra a Ordem Tributária determinou a suspensão do contrato com a Ezo Soluções Interativas. Conforme o magistrado, o contrato tem “inúmeras inconsistências”. O juiz afirma ser “realmente questionável” a transparência do processo administrativo”. 

Ronnie Frank Torres Stone diz, também, que, conforme documentação oficial da Suhab, a licitação, a dispensa e inexigibilidade para a contratação sequer foram formalizadas. A Ezo recorreu da decisão e tenta restabelecer os termos do contrato para ter direito a ativos de R$ 5 bilhões - que corresponde a um terço do orçamento do Estado.


Ainda durante o programa, Amazonino Mendes, que levou a candidata a vice-governadora, a ex-superintendente da Zona Franca, Rebecca Garcia (PP), destacou o esforço empenhado na reconstrução do sistema de saúde pública do Amazonas. "A casa ainda não está arrumada na área da saúde. Saúde vai demorar a construir. Com uma bola de ferro, eu destruo em dois minutos. Mas para construir aquela casa vou demorar meses".

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