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15 de agosto de 2018

Agricultor de MS escreve ‘Bolsonaro 2018’ em lavouras de soja e milho

O projeto Comprova, criado para investigar boatos na eleição presidencial, verificou imagens aéreas que vêm sendo compartilhadas pelo WhatsApp e nas redes sociais e que mostram a inscrição “Bolsonaro 2018” em duas lavouras, uma de soja e outra de milho. Elas são verdadeiras.

As fotos foram feitas em duas fazendas localizadas em Mato Grosso do Sul, nas cidades vizinhas de Maracaju e Sidrolândia, no fim do ano passado, na época do plantio da soja, e neste ano, no período do plantio de milho. As terras são da família Basso. Ari Basso, um dos proprietários, é ex-prefeito de Sidrolândia. Ele foi eleito em eleição suplementar em 2013 e ficou no cargo até dezembro de 2016.

Em 18 de janeiro deste ano, o próprio candidato à Presidência Jair Bolsonaro(PSL) publicou no seu Facebook um vídeo que mostra um avião decolando e, ao lado, a inscrição com o seu nome. Fotos deste mesmo cenário voltaram a circular no WhatsApp nas últimas semanas, principalmente depois que Bolsonaro voltou a publicar uma imagem da inscrição nas suas redes.

A inscrição foi feita por meio de um sistema que define quais áreas recebem e quais não recebem as sementes lançadas ao solo pelas máquinas plantadeiras. As letras surgem graças ao contraste entre as áreas plantadas e as não plantadas.


7 de agosto de 2018

Se sentindo traído, o ex-deputado Jair Andreoni do PRTB promete pedir impugnação de Mourão como vice de Bolsonaro

O ex-deputado estadual Jair Andreoni, do PRTB de São Paulo, promete pedir a impugnação do general Mourão como vice de Jair Bolsonaro. Para ele, a ata que homologa o militar é inválida porque não traz sua candidatura ao Senado.
Andreoni disse à Coluna do Estadão:

“Quando cheguei à convenção nacional, estavam na mesa o Major Olímpio e o Levy Fidelix. O Levy pediu que eu fosse para a convenção às 15 horas, mas decidi ir mais cedo e me deparei com a cena. Foi quando Levy me disse que abririam mão da minha candidatura.”

 “É uma super traição. Sou companheiro do partido. Do general Mourão, não tenho o que falar. Eles estão fazendo o jogo com uma pessoa baixa. Eu estava fora da política, decidi voltar porque o Brasil precisa da gente. Vão tentar me expulsar, mas eu vou entrar com o pedido de impugnação.”

Fonte: Estadão

6 de agosto de 2018

Marqueteiros de Alckmin tem distúrbios e querem tomar eleitores de Bolsonaro

A campanha desesperada de Geraldo Alckmin (PSDB) elegeu como desafio central nos 26 dias que antecedem o início do horário eleitoral gratuito a formulação de uma estratégia para roubar eleitores do Mito da Direita, Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, de junho, o deputado lidera a corrida ao Planalto em cenários sem Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 19% das intenções de voto -o tucano oscila entre 6% e 7%.

O campo de batalha neste momento se baseia nos desenvolvimentos após a eleição de 2014, que basicamente dividiu o país entre os chamados azuis (do centro à direita, personificados então no PSDB) e os vermelhos (a mão inversa, à esquerda, dominada pelo PT).

No lado azul, o PSDB perdeu espaço para Bolsonaro, fenômeno associado à rejeição da direita ao establishment que ganhou corpo durante o impeachment de Dilma Rousseff (PT), mas que tem origens rastreáveis nos protestos de junho de 2013.

Como diz um membro da cúpula tucana, é inútil buscar votos do lado vermelho do quadro no primeiro turno.
Para os tucanos, o eleitor radicalizado à direita é que precisa ser recuperado -pesquisas à disposição das campanhas calculam em um terço os bolsonaristas que têm Alckmin como segunda opção.
O problema é a forma de abordagem. Atacar diretamente Bolsonaro, como a esquerda faz, apenas aliena esse eleitorado, que obviamente não gosta de ser chamado de "fascista" ou "burro".
Serão testadas táticas de comunicação pinçando pontualmente os pontos nevrálgicos da imagem do deputado.
A campanha de Bolsonaro sabe que suas altercações com mulheres são hoje um calcanhar de Aquiles maior do que, por exemplo, sua defesa da ditadura militar. Tanto é assim que ele fez seu primeiro discurso como candidato falando sobre a importância do eleitorado feminino.
A depender do efeito sobre apoiadores de Bolsonaro, os temas podem ser inseridos na campanha.
Um dos principais nomes ouvidos pelo PSDB quando o assunto é eleição tem dúvidas sobre essa forma de agir. Ele considera mais importante apontar o que os tucanos consideram inconsistências práticas do deputado e apresentar Alckmin como a contraposição lógica a elas.
Não será fácil, prevê esse guru político. Bolsonaro tem apresentado vacinas simples para acusações com grau de sofisticação maior, como a ausência de apoio parlamentar que terá caso eleito ou pontos de seu programa econômico.
Transformou a primeira em ativo eleitoral, negando ser "igual aos outros". E terceirizou a segunda para seu mentor, o economista Paulo Guedes, que segue entusiasmando o mercado, como provou a reação da plateia em um encontro para 130 pessoas no banco BTG na quinta (2).
A alocação da senadora Ana Amélia (PP-RS) na vice do tucano também sinaliza uma disposição mais combativa de Alckmin, já que garante o tempero antipetista à chapa e restabelece pontes com o agronegócio e a região Sul, que o PSDB perdeu para Bolsonaro e para Álvaro Dias (Podemos), um integrante minoritário do campo azul.
Para um membro da cúpula tucana, contudo, isso é mais simbólico. Ele aponta a adesão do centrão (DEM, PP, PR, PRB e SDD) à campanha tucana como o mais importante marco da jornada de Alckmin até aqui, por agregar o latifúndio de tempo de TV em que o discurso será apresentado.
O tucanato tem dúvidas também sobre a possibilidade de atração do voto hoje branco ou nulo.
Segundo o Datafolha aferiu em junho, essa fatia do eleitorado sobe 11 pontos percentuais sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no páreo, para 28%. Parece difícil que o PSDB consiga pescar nesse rio que corre mais à esquerda.
Já os indecisos somam, segundo o Datafolha, uma faixa estável entre 4% e 6% a depender do cenário apresentado.
Naturalmente, Bolsonaro não é o foco único.
A campanha de Alckmin, ciente da fama de "picolé de chuchu" do candidato, pretende vendê-lo como um realizador experimentado com histórico a mostrar –obras, as contas públicas relativamente em ordem e a queda no número de homicídios em São Paulo deverão estrelar o horário eleitoral.
A partir daí, tentar convencer o eleitor que isso é suficiente para acelerar a recuperação da economia, e que o apoio de partidos enrolados com escândalos recentes é garantia de que terá musculatura congressual para aprovar medidas importantes antes de ser um ônus.
Hoje, a campanha compartilha a avaliação generalizada de que Lula será considerado inelegível, mas que Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) tenderão a ser engolidos à esquerda pelo nome indicado pelo ex-presidente.
Daí o foco inicial em Bolsonaro, adversário direto pela vaga azul no segundo turno. Daí em diante, o jogo será completamente distinto. Com informações da Folhapress.

5 de agosto de 2018

O Mito Bolsonaro anuncia general Mourão como vice

BRASIL - O deputado federal e Mito da Direita, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou neste domingo (5) o nome do general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) como seu vice na chapa para concorrer à presidência da República. No início da tarde, o PRTB formalizou a aliança.


Pela manhã, Bolsonaro participou da convenção do PSL estadual no Clube Guapira, na Zona Norte de São Paulo.
O anúncio foi feito após pelo menos três tentativas de Bolsonaro para encontrar um vice e que não deram certo. Mourão foi a quarta opção de Bolsonaro para a candidatura à vice-presidência na chapa. Antes, ele sondou oficialmente o senador Magno Malta (PR), o general Augusto Heleno, do PRP e a advogada Janaína Pachoal. Todos recusaram o convite.

O nome de Hamilton Mourão não havia sido mencionado por Bolsonaro como uma opção durante a entrevista concedida à GloboNews na última sexta (3).
“Ou vai ser a senhora Janaína Paschoal, ou o senhor príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança”, afirmou o candidato. “A gente pensa em um 'plano B'. No momento, o 'plano B' é o príncipe."

No discurso deste domingo, Bolsonaro agradeceu Janaína e também o príncipe Luiz Philippe. Janaína alegou questões familiares e recusou neste sábado (4) o convite para ser vice de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa presidencial.

Em nota, o PRTB disse que "o general Hamilton Mourão está confirmado como vice de Jair Bolsonaro na corrida à presidência da República".

Ex-comandante na Região Sul
Antonio Hamilton Martins Mourão é gaúcho de Porto Alegre, tem 64 anos. Entrou para o Exército em 1972 e ficou na ativa até fevereiro de 2018.

Ele ganhou notoriedade em outubro de 2015, quando estava no Comando Militar do Sul. Ele tinha feito críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff e dito, durante uma palestra no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) em Porto Alegre, que é preciso um "despertar para a luta patriótica" como saída para crise política do país.
No dia 20 de outubro daquele ano, a frase foi publicada em reportagem da "Folha de S. Paulo" – parte da palestra já havia sido relatada pelo jornalista Tulio Milman, no jornal "Zero Hora".


1 de agosto de 2018

“Aliados comemoram a sabatina de Bolsonaro no Roda Viva" - O Dep. Federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que é coordenador do plano de governo de Bolsonaro, avaliou que o pré-candidato “foi submetido a um pelotão de fuzilamento ideológico”.

Para os integrantes, a dinâmica da sabatina tornou por “esfumaçar” as propostas de governo que seriam apresentadas pelo pré-candidato, porém, seu tempo de exposição na TV, em rede nacional, foi comemorado por seus partidários. 
 
É importante ressaltar que durante a campanha eleitoral gratuita, o candidato do PSL terá poucos segundos.
Estima-se que o candidato do PSL terá apenas 14 inserções de 30 segundos na TV no período período eleitoral. Para efeito de comparação, o candidato do PSDB Geraldo Alckmin terá direto 318 inserções, ou seja, 22 vezes mais tempo.

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que é coordenador do plano de governo de Bolsonaro, avaliou que o pré-candidato “foi submetido a um pelotão de fuzilamento ideológico”. Ele analisou ainda que o deputado teve uma postura adequada e destacou sua capacidade de enfrentamento em “território hostil”.

Na opinião do deputado federal Major Olímpio (PSL-SP), os jornalistas que participaram da sabatina tentaram ligar o deputado a qualquer fato que houve no período entre os anos de 1964 e 1979. 

Para ele, os entrevistadores tentaram apontar que o pré-candidato quer restabelecer um regime como o do citado período.

Após o programa, Olímpio gravou um áudio onde classificava a participação de Bolsonaro como “muito boa” e ainda considerou que a tática destrutiva empregada pela bancada não surtiu efeito que eles esperavam.

O deputado federal pelo PSL de São Paulo, Frederico D'Ávila preferiu voltar sua crítica para as poucas perguntas feitas com relação à atual situação do Brasil, mas disse que o pré-candidato teve a oportunidade de esclarecer posicionamentos além de dar umas aulas de história.

Audiência do programa dispara
A participação do pré-candidato Jair Bolsonaro fez o programa Roda Viva ter consideráveis índices de audiência, ficando à frente, inclusive, da Rede TV! [VIDEO]e da Bandeirantes. A atração atingiu 2,4 pontos de média, com picos de três pontos, só não sendo maior do que a edição em que o entrevistado era o juiz Sérgio Moro, em março. Na ocasião, o programa apresentou média de 4 pontos de audiência.

Em recente pesquisa eleitoral, Bolsonaro lidera a corrida em um cenário que não considera a candidatura do ex-presidente Lula.

31 de julho de 2018

“È segue o líder que fala” - Bolsonaro mantém liderança na corrida presidencial

No cenário em que o ex-presidente Luiz Inácio da Silva (PT) está ausente da corrida eleitoral deste ano, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) é quem lidera a preferência do eleitorado pela Presidência da República.

Levantamento divulgado nesta terça-feira (31) pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que o parlamentar iria para o segundo turno com 23,6% das intenções de voto dos brasileiros. A pesquisa ouviu 2.240 eleitores de todo o país entre os dias 25 e 30 de julho.

Em segundo lugar aparece a candidata da Rede, Marina Silva, com 14,4%, seguida por Ciro Gomes (PDT), com 10,7% – como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos estão empatados tecnicamente.

Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos) e Fernando Haddad (PT) pontuam 7,8%, 5% e 2,8%, respectivamente.
O único nome capaz de desbancar Jair Bolsonaro do páreo é Lula. Se concorrer ao cargo, o petista despontaria com 29% das intenções de voto. Neste cenário, o deputado federal aparece em segundo, com 21,8%, seguido por Marina Silva, com 9,2%.

Veja o desempenho dos candidatos
Cenário sem Lula
CANDIDATO
INTENÇÃO DE VOTO
Jair Bolsonaro
23,6%
Marina Silva
14,4%
Ciro Gomes
10,7%
Geraldo Alckmin
7,8%
Alvaro Dias
5%
Fernando Haddad
2,8%
Manuela D’Ávila
1,7%
Henrique Meirelles
1,1%
Guilherme Boulos
1%
João Amoêdo
1%
Levy Fidelix
0,8%
Paulo Rabello de Castro
0,4%
Vera Lúcia
0,4%
Nenhum
24,7%
Não sabe
4,7%


"Roda Viva", “Jair Messias Bolsonaro”, a segunda maior audiência de um candidato a presidência da república em uma TV Brasileira

BRASIL - O programa Roda Viva, da TV Cultura (empresa estatal do governo de São Paulo), tem entrevistado os principais candidatos a presidente neste ano de 2018.

programa com Jair Bolsonaro (PSL), exibido na 2ª feira (30.jul.2018) foi o que teve a maior audiência na transmissão ao vivo pelo YouTube, com 1 pico de 228.000 pessoas assistindo num determinado momento. E a segunda maior na TV Brasileira após a Rede TV.

Antes de Bolsonaro, o outro programa Roda Viva de maior audiência havia sido a entrevista com o juiz federal Sergio Moro, com aproximadamente 130.000 pessoas assistindo ao vivo ao mesmo tempo. Geraldo Alckmin (PSDB) teve pico de 90.000. Ciro Gomes, 123.000.

Bolsonaro e Alckmin disputam parcelas comuns do eleitorado, situadas do centro à direita no espectro político. O tucano tem enfrentado dificuldades para ter relevância na intertnet, terreno no qual Bolsonaro navega com mais facilidade. A vantagem do candidato do PSDB é que terá cerca de 40% do tempo de rádio e de TV durante a propaganda eleitoral, que começa no fim de agosto. Já o capitão do Exército na reserva, por enquanto, está com menos de 10 segundos por dia.


No caso das audiências de vídeos transmitidos ao vivo, a maior audiência foi neste ano de 2018 foi com o youtuber Felipe Neto, que acompanhou a convocação da seleção brasileira de futebol: 350.000 pessoas assistindo ao mesmo tempo.

A audiência de vídeos na internet é maior depois que o arquivo fica à disposição para os interessados assistirem quando quiserem –“on demand”, como se diz no jargão desse mercado. No caso de Bolsonaro, o arquivo com a entrevista do candidato do PSL amanheceu nesta 3ª feira com o número 1 na lista dos “em alta” do YouTube. Às 8h30 já acumulava 210.000 visualizações.

Geraldo Alckmin, entrevistado em 23 de julho de 2018, tinha menos visualizações: 139.057. Ciro Gomes, que esteve no Rova Viva em 28 de maio de 2018 já acumula 1.293.480 de visitas ao seu vídeo.

22 de julho de 2018

PSL oficializa a candidatura de Jair Bolsonaro a presidência

BRASIL -O nome do deputado Jair Bolsonaro foi confirmado, na tarde deste domingo (22), como candidato à presidência da República pelo Partido Social Liberal (PSL). 

Bolsonaro, de 63 anos, foi escolhido por aclamação de correligionários durante a convenção nacional da sigla, no Rio de Janeiro. As informações são de Alba Valéria Mendonça, do G1.

Apesar da definição, o nome do candidato a vice-presidente não foi escolhido. De acordo com um comunicado veiculado no encontro, o partido vai definir quem será o vice da chapa até o dia 5 de agosto.

A advogada Janaina Paschoal, que vendo comentada como possível vice de Bolsonaro, participou do evento. No entanto, afirmou que ainda está “dialogando” com a campanha. Além dela, deputado foi acompanhado pelos filhos Carlos, Eduardo e Flávio.

18 de julho de 2018

General Augusto Heleno (PRP) deve ser apresentado hoje como vice na chapa de Jair Messias Bolsonaro (o Mito da Direita)

BRASIL - O pré-candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou que "muito possivelmente" anuncia nesta quarta-feira (18) um general como vice em sua chapa eleitoral.
Segundo o deputado Major Olímpío, aliado de Bolsonaro, o escolhido será o general da reserva Augusto Heleno.

Augusto Heleno Ribeiro Pereira, 70, foi o primeiro comandante da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah), no período de julho de 2004 a setembro de 2005, e também chefiou operações na região amazônica.

Em entrevista no fim de maio, durante a greve dos caminhoneiros, Augusto Heleno afirmou que havia à época um clamor popular por uma intervenção militar semelhante ao de 1964, ano do golpe militar que levou o país à ditadura, mas enfatizou que as Forças Armadas não pretendem tomar o poder.

"É lógico que as Forças Armadas se sentem 'lisonjeadas' pela credibilidade que essas faixas [de apoio à intervenção militar] demonstram, mas têm plena consciência de que esse não é o caminho. O caminho são as eleições que vão acontecer", disse.

O militar foi um dos principais defensores da proposta de expedição de mandados coletivos de busca e apreensão na intervenção federal no Rio de Janeiro. Esse tipo de instrumento jurídico já havia sido usado na missão de manutenção de paz no Haiti e nas favelas cariocas da Cidade de Deus, Jacarezinho e Rocinha, mas acabou não sendo empregado.

Em março, ao falar sobre a intervenção no Rio, em seminário sobre segurança pública na Escola Superior de Guerra, o general declarou: "A hora em que começarem as operações pontuais [do Exército no Rio], vai aparecer um monte de cara chiando sobre direitos humanos. Se os humanos direitos não têm direitos humanos, primeiro temos que consertar isso".

Em outubro passado, Augusto Heleno deixou o COB (Comitê Olímpico do Brasil) em meio à crise instalada em razão da prisão do dirigente esportivo Carlos Arthur Nuzman. O militar atuava no comitê como diretor do Instituto Olímpico e do departamento de Comunicação e Educação Corporativa da entidade.

O general filiou-se ao PRP (Partido Republicano Progressista) no Distrito Federal em abril deste ano.


5 de julho de 2018

”Encontro da Elite dos Industriais” - Bolsonaro é aplaudido, e Ciro Gomes é vaiado

BRASIL - Em encontro com a elite dos industriais do Brasil em Brasília, dois dos protagonistas desta eleição presidencial se depararam com tratamentos distintos.
Enquanto o pré-candidato da direita Jair Bolsonaro (PSL) foi aplaudido ao menos seis vezes ao dizer frases de efeitos - contra a "ideologia de gênero" e contra o "politicamente correto", que incluía a defesa de fazer piadas contra minorias sociais - e quase não apresentou propostas detalhadas para o setor, Ciro Gomes (PDT) acabou vaiado ao defender uma nova reforma trabalhista para substituir as regras aprovadas sob Michel Temer. A plateia era formada, em sua imensa maioria, por homens, de classe alta, brancos. Quase 2.000 pessoas.

Líder nas pesquisas em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso, como concorrente do PT, Bolsonaro evitou o tempo inteiro em entrar em temas econômicos. Disse ser "humilde" por não entender do assunto e buscar o suporte de quem saiba. Por essa razão, não respondeu diretamente a nenhuma das três perguntas feitas pelos empresários que o assistiam durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Não aprofundou nem qual seria sua reforma da Previdência, que ele diz ser necessária. “Talvez o Paulo Guedes fosse o mais preparado para responder”, disse em dado momento do encontro. O economista Guedes é o consultor econômico do parlamentar e seu eventual ministro da Fazenda.

Ainda assim, Bolsonaro não precisou mais do que superficialidades para ser aplaudido. Uma das vezes foi quando reforçou o seu discurso de que parte de seu primeiro escalão será ocupado por militares. “Vou botar generais nos ministérios, sim. Qual o problema? Os anteriores botavam terroristas e corruptos e ninguém falava nada”. Em outro momento, foi quando defendia não levar ideologia para as negociações com o Congresso. 

“Não quero botar um busto do Che Guevara no Palácio do Planalto”. 

Também disse que contará com o apoio dos evangélicos, que são contra a "ideologia de gênero", e atrairá a bancada ruralista ao qualificar de "terrorista" o MST (Movimento dos Sem Terra). "Hoje estão tirando nossa alegria de viver, não podemos mais contar piadas de afrodescendentes, de cearenses, de goianos", disse Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal por injúria e incitação ao racismo.

Ciro Gomes vaiado
Já o candidato Ciro Gomes teve apupos a ele desferidos. Ocorreram no momento em que o pedetista revelou que tem um acordo com as centrais sindicais que, se eleito presidente, ele apresentará uma nova proposta de reforma trabalhista. O seu projeto seria discutido com representantes dos patrões, empregados e de universidades. “Meu compromisso com as centrais sindicais é trazer essa bola de volta ao meio de campo”. Após ser vaiado, ele disse: “É assim que vai ser. Ponto final”. Mais vaias, que provocaram uma nova reação do pré-candidato. “Se quiserem presidente fraco, escolham um desses que ficam de conversa fiada aqui com vocês”.

O empresariado foi um dos grandes fiadores da reforma trabalhista apresentada pelo Governo Michel Temer e aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. Era natural que fosse contrário a mudar a lei como foi promulgada. Ao ser questionado sobre o que achou das vaias, Ciro disse que as via com maior naturalidade e lembrou que também foi aplaudido. “Quando se é vaiado defendendo os trabalhadores, parece que é um prêmio. E nem quero fazer disso um prêmio”, afirmou aos jornalistas ao final do evento. De fato, em outras quatro ocasiões, Ciro acabou aplaudido – entre elas quando defendeu que o Judiciário e o Ministério Público têm de “voltarem para seus quadrados” e deixarem de influenciarem na política e quando prometeu manter incentivos fiscais permanentes para o setor industrial.

Seja como for, o pré-candidato do PDT foi o único dos seis que passaram pelo palco da CNI que teve a reação negativa do público. O público se manifestou favoravelmente também a Geraldo Alckmin (PSDB), que propôs a criação de um imposto único (unificando IPI, ICMS, ISS e outros) além da redução do imposto de renda para pessoa jurídica (citou a reforma tributária de Donald Trump como exemplo), e para Álvaro Dias (PODE), quando ele citou que pretende intensificar as relações multilaterais do país. Quando os oradores foram Marina Silva (REDE) e Henrique Meirelles (MDB) quase nenhuma reação foi notada.

Algo que os seis pré-candidatos tiveram em comum foi a de não se debruçarem sobre as propostas apresentadas pela CNI. Antes de iniciar o diálogo com os pré-candidatos, a entidade elaborou um documento com 43 propostas para os concorrentes. Tudo citado muito brevemente por todos. Essa foi a segunda maratona de entrevistas das quais os presidenciáveis participaram em Brasília. Ao longo desse mês, todos deverão se dedicar às convenções partidárias, nas quais serão seladas as alianças e coligações para a disputa ao Planalto.


4 de julho de 2018

Bolsonaro lidera todos os cenários de segundo turno, diz pesquisa DataPoder360

BRASIL - Pesquisa DataPoder360 divulgada nesta quarta-feira (4) mostra que se as eleições presidenciais fossem hoje, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fosse candidato, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) seria o favorito para ocupado o cargo com 21% das intenções de voto.


De acordo com o levantamento, realizado entre os dias 25 e 29 de junho com 5,5 mil eleitores, Ciro Gomes (PDT), que somou 13% da preferência do eleitorado, aparece em segundo com leve vantagem em relação aos outros quatro nomes que se embolam em terceiro lugar.

Nas quatro simulações de segundo turno feitas pelo DataPoder360, Bolsonaro lidera em todos os cenários.

Contra Ciro, o deputado tem 36% da preferência contra 26% do pré-candidato do PDT. Contra Marina, ele mantém os 36%, mas fica perto dos 31% da ex-senadora. No embate contra Fernando Haddad (PT), Bolsonaro continua com 36% ante 23% do petista. Por fim, em uma disputa contra Geraldo Alckmin (PSDB), o placar seria de 35% para o deputado ante 25% do tucano.
Já o potencial de voto do ex-presidente Lula, preso há quase três meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ainda é alto. Se puder concorrer, 24% dizem que votariam nele com certeza – outros 11% afirmam que poderiam votar.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O registro do estudo no TSE é BR-05297/2018.

VEJA O DESEMPENHO DOS CANDIDATOS
Jair Bolsonaro (PSL) – 21%
Ciro Gomes (PDT) – 13%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 8%
Marina Silva (Rede) – 7%
Fernando Haddad (PT) – 6%
Alvaro Dias (Podemos) – 5%
Branco/nulo – 31%
Não sabe/não respondeu – 9%

SIMULAÇÕES DE 2º TURNO

Cenário 1
Jair Bolsonaro – 36%
Ciro Gomes – 26%

Cenário 2
Jair Bolsonaro – 36%
Marina Silva – 31%

Cenário 3
Jair Bolsonaro – 36%
Fernando Haddad – 23%

Cenário 4
Jair Bolsonaro – 35%
Geraldo Alckmin- 25%